terça-feira, 11 de junho de 2019

Ruralistas Pressionam e Presidente da FUNAI é Demitido

O general Franklimberg Ribeiro de Freitas foi demitido do cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O próprio militar confirmou a informação e aguarda a publicação da sua exoneração no Diário Oficial da União. Na tarde do dia 11/06/2019, Franklimberg disse que recebeu uma ligação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informando sobre a sua exoneração.
Ele estava na presidência da fundação desde janeiro e passou a ser alvo da pressão de ruralistas liderados pelo secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura (Mapa), Luiz Antonio Nabhan Garcia.
Questionado sobre o assunto, o general disse que a FUNAI continua a ser alvo de interesses sem nenhuma relação com a causa indígena e que estes, mais uma vez, prevalecem no caminho da autarquia ligada ao Ministério da Justiça (MJ).
A realidade é que, infelizmente, assessores do presidente da República que pensam quem conhecem a vida e a realidade dos povos indígenas têm assessorado muito mal o presidente da República, disse Franklimberg à reportagem, sem citar o nome de Nabhan.
Luiz Antonio Nabhan Garcia é amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro. Presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), passou a ser o principal articulador das mudanças na demarcação de terras indígenas e licenciamento ambiental envolvendo essas áreas. Ocorre que o governo não conseguiu manter a FUNAI debaixo de seu controle no Mapa e viu a fundação voltar para o MJ, após derrota no Congresso.
A informação que recebi é que na quinta-feira, dia 14, quando a FUNAI voltará para o Ministério da Justiça, já não estarei como o seu presidente. Existem forças externas e poderosas agindo sobre a Fundação Nacional do Índio. Infelizmente a história nos mostra que essas forças vêm prevalecendo sobre as políticas indígenas, disse o general. Não fiz nada de errado. Procurei cumprir com todas as missões institucionais e as políticas do governo. Hoje o futuro da FUNAI é incerto, concluiu o militar.

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         O General Franklimberg de Freitas com o Cacique Raoni

sábado, 2 de março de 2019

Brasil: um caminhão sem freios ladeira abaixo!

“Lá vem o Brasil descendo a ladeira...” Este singelo verso que integra a canção de mesmo nome, de autoria de Moraes Moreira e Pepeu Gomes, certamente, nos dias de hoje, não nos remete a uma boa imagem.
Hoje em dia, quando lemos apenas o verso, separado do restante da letra, a imagem que vem aos olhos das pessoas minimamente conscientes é a de um Brasil desgovernado, sem freios, descendo a ladeira e muito provavelmente com um motorista bêbado.
Um país cujo poder foi e vem sendo tomado por pessoas totalmente desqualificadas, sem projetos e sem equipe, que incitam a violência física e psicológica, incentivam a discriminação contra as minorias étnicas, homenageiam milicianos suspeitos de cometerem as piores atrocidades e fomentam o ódio a todo o momento, como estratégia de um populismo sanguinário, que não tem a menor preocupação com quem deveria ser a sua prioridade; o povo brasileiro. Afinal, foram eleitos pra governar pra todos e não, gerir a máquina estatal como uma organização particular.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

LÍDERES INDÍGENAS SÃO AMEAÇADOS DE MORTE

Uma das liderança do Povo Paiter Suruí da terra Indígena Sete de Setembro em Cacoal - RO, Ninawá Huni Kuin, vem sendo ameaçado de morte por madeireiros desde 2005 e já chegou a ser escoltado pela Força Nacional de Segurança. O povo Suruí tentam conter a exploração ilegal de madeira em suas terras desde a década de 90.
Outra liderança, o cacique Almir Suruí afirma que é preciso conversar e critica o atual governo pela falta de diálogo com as lideranças indígenas.
Além disso, desde a campanha presidencial os indígenas vêm sendo ameaçados pelo atual Presidente da República, que disse que iria flexibilizar a demarcação de terras e a exploração mineral em áreas inclusive já demarcadas e homologadas, contrariando o que diz a Constituição Federal, diz Almir.
Ninawá também lidera o povo Huni Kuin no Acre e vem sofrendo ameças de grupos armados desde 2012. " A terra é tudo para os povos indígenas. Não se trata de questão financeira ou econômica, mas sim da crença em valores espirituais, de que a terra é a grande provedora da vida."
Almir Suruí afirma ainda que "estão querendo dividir as lideranças indígenas" mas que a maioria se mantém fiel às suas tradições. Pode até ser que uma ou outra liderança venha a aceitar o jogo sujo do atual governo, mas vai ser uma minoria.
Premiado pelo Global 500 da ONU e autor premiado e traduzido nas línguas francesa e inglesa, Davi Kopenawa, outra liderança indígena Yanomami, também denuncia as ameaças de morte que vem sofrendo nos últimos anos, por parte de garimpeiros de Roraima-RR.
As três lideranças se encontram numa situação parecida com a que viveu o sindicalista e seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988 e que foi o primeiro brasileiro a receber esse prêmio um ano antes da sua morte brutal, num reconhecimento internacional pela sua luta em defesa da conservação da floresta aliado ao desenvolvimento econômico.
"Nós temos propostas para o desenvolvimento sustentável. Não que a floresta seja um santuário intocável, mas tem que haver critérios para usar os seus recursos de maneira sustentável. Não podem querer acabar com tudo de uma hora para outra, com o incentivo do Governo Federal, que deveria ser o primeiro a buscar o consenso e o diálogo, afirma Ninawá."


Ninawá Huni Kuin, liderança do Povo Paiter Suruí

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

ELETRONORTE AMEAÇA OS INDÍGENAS WAIMIRI-ATROARI

A juíza federal de Manaus-AM Raffela Cássia de Souza determinou que a Eletronorte pare imediatamente de intimidar os indígenas Waimiri-atroari com a possível suspensão de programa de compensação por danos ambientais causados a etnia.
A Eletronorte ameaçou cortar uma verba anual que alcançaria R$18 milhões em quatro anos caso os indígenas não permitissem a passagem de linhas de transmissão de energia elétrica da empresa, que ligaria Manaus-AM a Porto Velho-RR, em suas terras.
Em agosto de 2018 foi enviado um ofício a FUNAI pelo diretor de engenharia da Eletronorte Roberto Parucker condicionando os pagamentos a permissão dos indígenas para a instalação das linhas de transmissão.
Após ter conhecimento do ofício o Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública. Em outra ação civil pública que tramita sobre a obra do "linhão", uma decisão da Justiça Federal, segundo o MP Federal, é coerente e íntegra no sentido de "ser imprescindível o consetimento do povo indígena Waimiri-atroari para que o projeto da linha de transmissão avance." A postura abusiva da Eletronorte chegou a um nível inadmissível, colocando em risco a própria autossustentabilidade do povo indígena, afirmou o Procurador Federal Fernando Merloto Soave.
A juíza federal acolheu a abertura da ação civil e intimou a Funai a se manifestar, sendo que a fundação, que é responsável pela tutela dos indígenas, confirmou as ameaças por parte da Eletronorte.
A decisão liminar da juíza foi tomada no último dia 15 para que a Eletronorte se abstenha de tomar qualquer medida tendente a impor ou condicionar o repasse de verbas, através do Programa Waimiri-atroari, à concordância com o empreendimento da linha de transmissão.
Em resposta enviada a Justiça Federal a Eletronorte afirmou que o termo de cooperação entre a empresa e os indígenas, assinado em 2013, vem sendo cumprido e que não há embate entre a empresa e os indígenas, que agora caminham juntos em busca de ideias mútuos.
Os waimiri-atroari vivem em reserva indígena entre o Amazonas e Roraima e são assistidos pelo programa Waimiri-atroari (Convênio Eletronorte-Funai). O número de indígenas na reserva saltou de 374 em 1987 para mais de 2 mil atualmente, com a atuação do Programa Waimiri-atroari.
Essa etnia foi massacrada pela ditadura militar e quase foi extinta durante os anos de chumbo.
Com o discurso dos atuais governantes, que ameaçam constantemente os povos indígenas, resta a essas etnias recorrer a justiça para garantir os seus direitos. Vamos acompanhar! Estamos de olho!


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                                   Os waimiri-atroari são ameaçados pela Eletronorte

sábado, 1 de dezembro de 2018

A PALESTRA DE SERGIO VIEIRA NA UFRRJ

No último mês de setembro foi realizada na UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica-RJ, a XVII Semana Acadêmica da Engenharia Florestal – SAEF: Ciência, Inovação e Tecnologia em Gestão de Florestas & I Fórum de Pesquisa Florestal da Pós-Graduação. Foi um conjunto de atividades teóricas e práticas, como: palestras, minicursos, oficinas e rodas de conversa, visando o aperfeiçoamento e os conhecimentos dos futuros engenheiros florestais, agregando o que eles contemplam em sala de aula e difundindo as novas tecnologias utilizadas na área florestal.


Sergio Vieira em ação na UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro



Sergio Vieira com uma das organizadoras e aluna da Engenharia Florestal

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Indígenas Corrrem Risco de Vida com Bolsonaro


Em diversas declarações escandalosas e também em seu programa de governo, Jair Bolsonaro já mostrou que é inimigo declarado dos povos indígenas do Brasil. Amigo do latifúndio, o candidato quer acabar com direitos, retirar todas as terras indígenas e liberar ainda mais o agronegócio para resolver “na bala” os conflitos por terra. O ultra-direitista Jair Bolsonaro sintetizou seu programa para a questão indígena no Brasil em palestra no Mato Grosso com a absurda declaração: “Se eu assumir, índio não terá mais 1 cm de terra”.
Não foi a primeira nem a última declaração de Bolsonaro contra os povos indígenas, sendo que o político foi recentemente inocentado pelo STF por suas declarações racistas não apenas contra negros, mas contra indígenas, dizendo que “não servem para nada.